Pop or Not| Jogos Vorazes: A Esperança – O Final

O último filme da saga Jogos Vorazes traz cenas de arrepiar e de deixar o coração na mão.

Nada melhor do que ter um bom filme para assistir em um feriado prolongado, não é mesmo? E é com “Jogos Vorazes: A Esperança – O Final” que dou início a nova coluna do Geekology, Pop or Not, onde vocês poderão acompanhar nossas avaliações de filmes, jogos e séries e descobrir se valem ou não a pena conferir. Agora, peguem a pipoca, um refri/suco bem gelado e aproveitem o texto. Prontos?

Para começar, é óbvio que tenho que citar o quanto estava ansiosa para ver qual seria o fim de uma trama tão forte e cativante e as crueldades que o presidente Snow faria neste último filme. Quero dizer, logo no começo deste texto, que o 3D não vale a pena. “Ah, mas por quê? Eu queria ver o Peeta em 3D.” Simples, apesar das cenas serem muito bem feitas, os efeitos de terceira dimensão não acrescentam em nada, nem mesmo nos momentos de ação se percebe diferença. Mas, como a maioria dos cinemas só está exibindo em 3D, não há muito o que possa ser feito. Continuando…

Logo no início percebemos o quão difícil será a convivência entre Katniss e Peeta após os acontecimentos do terceiro filme. A relação do casal foi abalada após Peeta sofrer tortura nas mãos da capital, por isso, boa parte do filme é focada na reconstrução de seu relacionamento e restauração da confiança por parte dos dois.

Como era de se esperar, muitas armadilhas serão encontradas por Katniss em seu caminho até a Capital e é isso o que faz com que você roa a unha em todas as cenas de ação, muito bem trabalhadas inclusive. Se a intenção era nos deixar tensos, funcionou! O que senti falta foi um pouco mais de combate entre os rebeldes e os Pacificadores do Snow. Se vocês esperam por altas “tretas”, sinto lhes dizer, mas além do pequeno grupo de Katniss, o resto do elenco não vê muita ação. Por outro lado, o suspense, que foi usado muito bem no filme por sinal, deu um pouco mais de movimento às cenas, nos prendendo ao enredo.

Recomendo também que vocês levem um lencinho para chorar pelas mortes que acontecerão. Sim, é inevitável que uma estória que trate de guerra como essa não acabe com alguns personagens queridos perdendo as suas vidas entre o fogo cruzado dos Distritos vs Capital. Para quem gosta de surpresas no caminho, esse filme guarda uma lá para o final, quando vibramos com uma ação de Katniss que nos pega desprevenidos.

Apesar de todos os pontos fortes, o filme poderia ser melhor. Como o último da saga, talvez pudesse ter um maior investimento na ação, na atmosfera de guerra, e aprofundar em como os personagens conseguiram superar as perdas e traumas ou, até mesmo, explorar a estória de outros. É confuso o quanto eles davam destaque e carregavam no drama da morte de um dos personagens enquanto para outro, imensamente mais importante, tivemos que imaginar como foi a reação com a notícia do falecimento. A impressão que passou é que tinha muito roteiro para pouco tempo de filme e tiveram que arrumar um jeito de colocar tudo beeem rapidinho. Essa foi uma das principais reclamações dos fãs dos livros: o final corrido e sem muito desenvolvimento. Aparentemente, trouxeram essa característica para as telas também, mas, dos males, o menor. Pelo menos não sobraram pontas soltas e todos tiveram seus devidos desfechos. Quanto ao final, final mesmo… é, podia ser melhor.

Tem pontos fracos? Óbvio. Mas tem pontos fortíssimos também, por isso a resposta é: SIM! Se você acompanha a saga desde o primeiro filme ou leu todos os livros, o filme é obrigatório.

E aí? Quem mais já assistiu a Jogos Vorazes: A Esperança – O Final? Conte-nos o que achou lá no Facebook. Vamos adorar saber a opinião de vocês.

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