Pop or Not| Esquadrão Suicida

Um dos filmes mais aguardados do ano finalmente chegou e o GK já assistiu. Confiram nossa crítica ~sem spoilers~ de Esquadrão Suicida!

A primeira coisa que você precisa fazer antes de pegar sua pipoca e sentar na poltrona do cinema mais tarde é reduzir suas expectativas. A intenção não é desanimar ninguém logo de cara, mas sendo muito sincera, Esquadrão Suicida pecou no principal aspecto, pelo menos para mim: o enredo.

CALMA! O filme não é um Lanterna Verde da vida. Ele cumpre seu papel de entreter e apresentar ao público personagens com os quais não estamos tão familiarizados e resgatar figurinhas já conhecidas. Mas a história poderia sim ter sido melhor desenvolvida, assim como alguns personagens.

O grupo é apresentado de forma breve nos primeiros minutos do filme e através de um flashback conhecemos um pouco de seu passado. O foco é principalmente no personagem de Will Smith, Pistoleiro, e de Margot Robbie, Arlequina. Aliás, você verá muito dos dois durante todo o filme, transformando o resto da equipe em praticamente um suporte descartável. A personagem Amanda Waller, interpretada por Viola Davis, a “chefe” do Esquadrão, em muitos momentos é mais vilã do que o grupo de vilões. A intenção era juntar “os piores dos piores”, mas assistindo ao longa você percebe que eles passam longe disso. Não há química entre o grupo e há uma certa insistência em passar a ideia de que todo vilão tem um lado humano, o que vai totalmente contra a proposta.

two

Robbie foi a escolha certa para ser Arlequina e é provavelmente uma das únicas personagens cujo visual acertou em cheio, mas o mesmo não se pode dizer do Coringa de Jared Leto. A atuação dele não é o problema, o personagem sim.

O Coringa apresentado não parece o sociopata totalmente pirado que atormenta a vida do Homem Morcego desde quando conseguimos nos lembrar. Ele parece alguém que só quer se divertir com seus brinquedos e não aceita quando as coisas não saem como queria. E o visual totalmente (absoluta e completamente) errado passam menos credibilidade ainda para o personagem. Sem contar que ele não tem relevância nenhuma para o desenvolvimento da história, ele apenas foi jogado ali como um tipo de chamariz para o filme. Se o personagem não for melhor trabalhado em suas próximas aparições, a DC terá perdido uma ótima oportunidade de evitar que um bom personagem se transforme em uma decepção.

coringa

Os efeitos do filme também não impressionam. O vilão (seria o antagonista do vilão um herói?) é totalmente raso e, também apresentado de forma superficial, não mostrou a que veio ou ao menos tinha uma motivação forte, erro que vem acontecendo com muita frequência em filmes de super-heróis.

A trilha sonora do filme é boa, tira proveito de sucessos clássicos. O alívio cômico também está presente, mas não é exagerado, o que é bom.  As participações especiais dão um ânimo extra e nos lembram do que está por vir (vem 2017!) e a cena pós-crédito joga a ansiedade lá nas alturas. Ah, e tem bastante fan service!

Os personagens poderiam ter sido melhor aproveitados e a história deveria ser mais envolvente, já que é a estreia do grupo no cinema. Mas esse é o tipo de filme em que realmente não dá para tirar conclusões baseadas somente na opinião alheia, você tem que ver para saber se gosta ou não. Nós da redação acreditamos que verdadeiros fãs devem assistir e dar seus próprio veredito, sempre lembrando que opiniões diferem de um para outro.

Agora corra para o cinema e depois conte para a gente o que achou!

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