Pop or Not | Luke Cage

A nova produção da Marvel, Luke Cage, já chegou à Netflix! Contaremos nossas impressões sobre a série e diremos se vale a pena ou não (sem spoiler!) conferir, então continue lendo!

Na última sexta-feira (30), a Netflix estreou sua terceira série de produção original em parceria com a Marvel: Luke Cage. Assim como Demolidor e Jessica Jones, a primeira temporada conta com 13 episódios e traz um pouco mais sobre as origens do herói do Harlem.

A primeira coisa que posso dizer é: não desista logo nos primeiros episódios.

Como acontece em quase todos os seriados, os primeiros capítulos são dedicados a introduzir a vida do herói, sua rotina, etc, e também aos principais antagonistas que ele enfrentará futuramente. É o que acontece nos primeiros 3 episódios da série, deixando tudo em uma marcha lenta pouco encorajadora e até previsível. Mas não temam! Logo as coisas começam a tomar outra forma e a história se desenrola de forma promissora.

Esse é inclusive um dos melhores aspectos da série. A maneira como é desenvolvida, cheia de surpresas e reviravoltas, antagonistas secundários que se mostram mais perigosos do que os principais, e até mesmo o número de rivais que Cage tem que bater de frente, tudo contribui para um resultado que mantém o nível de suas séries antecessoras e anima para os futuros lançamentos.

Marvel's Luke Cage

Falando em vilões, os antagonistas de Luke Cage se encaixam perfeitamente no velho ditado que minha mãe sempre diz “é cobra engolindo cobra”. É jogo de poder, violência, “trairagem”, tiro, porrada e bomba… literalmente! Mas uma coisa eu posso garantir: no final das contas, não vai ser do “maior adversário” do Cage que vocês vão sentir mais ódio.

Apesar de merecer muitos elogios, há também um detalhe que pode ser que incomode os outros espectadores tanto quanto me incomodou. Em alguns momentos, tive a impressão de que a série poderia ter chego aos finalmente em menos episódios. Por muitas vezes a história se arrastou e várias cenas poderiam facilmente ter sido cortadas e nos poupado alguns minutos. Grande parte das cenas na boate “Harlem’s Paradise” também acabaram repetitivas, quase sempre iniciadas com música R&B de quem se apresentava no palco e seguidas por muita conversa, que muitas vezes não acrescentava nada à história.

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Outro ponto de destaque são as várias referências a suas antecessoras, Jessica Jones e Demolidor. Claire, que tem uma participação até maior do que na série do demônio de Hell’s Kitchen, por várias vezes menciona os protagonistas e futuros companheiros de Cage. Apesar disso, percebe-se a preocupação em não dar destaque demais a eles, tirando o foco do herói central da série, através da forma sútil como são mencionados. Easter eggs, referências ao “Incidente” e aos heróis do cinema que conhecemos, também tem uma forte participação na série, assim como a “aparição” de Stan Lee (aqui você precisa estar bem ligado na cena para percebê-lo).

No geral, Luke Cage é uma série sólida, que veio para complementar de forma MUITO satisfatória o novo time que está sendo preparado. Os vilões são bons, a ação é boa, o enredo, apesar de um pouco arrastado, é forte e o final não é tão óbvio, apesar de me deixar levemente frustrada, deixando abertura para uma segunda temporada ainda mais intensa, além de, claro, aumentar a ansiedade para “Defensores”.

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