GK Relembra| Retrospectiva Games – Parte 1

Continuando com a nossa série de retrospectivas, hoje falaremos dos principais e melhores lançamentos de games em 2016. Este ano fomos presenteados por jogos incríveis e anúncios de deixar qualquer gamer maluco. Confiram os melhores títulos deste ano:

Uncharted 4: A Thief’s End

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Muitos e muitos jogos foram lançados esse ano mas um deles merece um certo destaque, estamos falando de Uncharted 4: A Thief’s End que chegou às prateleiras em maio e foi um sucesso de vendas. O capítulo final da saga de Nathan Drake nos mostrou parte da infância de nosso protagonista, de como e onde ele cresceu, e inseriu um novo personagem na história, seu irmão mais velho, Samuel Drake. Também nos foi revelado o verdadeiro sobrenome dos irmãos Drake, que deixo para vocês descobrirem pois seria um verdadeiro crime soltar qualquer tipo de spoiler sobre esse jogo, mesmo fazendo meses que foi lançado. O arco de desenvolvimento nesse jogo é um pouco diferente dos outros três da franquia e não se resume apenas àquilo de ”precisamos encontrar esse tesouro”. Existe, é claro, um local lendário e um tesouro inseridos na história mas o foco do enredo não é exatamente sobre isso, ele é mais sobre os relacionamentos entre os personagens. Nathan está vivendo uma vida normal com Elena Fisher que agora é sua esposa, mas tudo volta ao ”estilo Uncharted” quando seu irmão reaparece depois de 15 anos tido como morto.

Este jogo foi um presente sensacional vindo da nossa querida Naughty Dog, com uma narrativa incrível, personagens extremamente carismáticos, gráficos de tirar o fôlego e um belo fechamento com chave de ouro para a saga de Nathan Drake que merece destaque como um dos melhores jogos do ano.

 

DOOM (2016)

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Ainda em maio tivemos um outro lançamento bastante aguardado, que voltou para renovar sua franquia que revolucionou os jogos FPS nos anos 90. Uma coisa que intriga bastante a humanidade a muito tempo é o fato de como imaginamos o inferno, mas nós acabamos conhecendo uma versão, em específico, que com certeza é muito mais tenebrosa e violenta, estamos falando de DOOM.

Após alguns anos de poucas novidades e rumores, DOOM voltou a dar as caras nos videogames e computadores da atual geração, e muitos se perguntaram como uma franquia revolucionária poderia vir a surpreender os jogadores após 12 anos desde seu último lançamento. A id Software e a Bethesda Game Studios responderam a essa pergunta com um jogo recheado de ação do começo ao fim, gráficos maravilhosos e uma trilha sonora perfeitamente casada com o gameplay. Não é a toa que o jogo recebeu o prêmio de melhor trilha sonora no The Game Awards. O novo jogo da franquia é uma viagem que te deixará extremamente empolgado para destruir demônios.

 

Overwatch

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Claro que o ganhador do prêmio de Game of the Year não poderia ficar de fora! Mesmo antes do seu lançamento, a Blizzard já havia conquistado uma legião de fãs com seus curtas animados que mais pareciam filmes da Pixar e personagens carismáticos. Quando o jogo finalmente foi lançado, a espera tinha valido a pena. Com gameplay fluido e divertido, incentivo ao trabalho em equipe, cada herói tem um papel muito importante em cada partida. Falando em heróis, o jogo conta um uma gama de personagens muito bem representados e variados, desde o soldado com uma metralhadora até um grandalhão com um martelo e um escudo de energia, Overwatch tem personagens para todos os gostos. Com a promessa de mais alguns anos de conteúdo (e até uma possível campanha), uma coisa é certa, o fps da Blizzard veio para ficar e cada dia que passa o seu número de fãs só aumenta.

 

The Witcher 3: Blood And Wine

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Fechando o mês de maio tivemos uma expansão de um certo jogo que merece ser falado, The Witcher 3: Blood And Wine. O vencedor de jogo do ano de 2015 veio mais uma vez para arrebentar com tudo, tanto que sua DLC recebeu o prêmio deste ano de melhor jogo de RPG, desbancando títulos como Dark Souls 3 e World of Warcraft: Legion. A história dessa expansão levou nosso querido Geralt de Rivia para um novo local diferente de onde o jogo principal e a sua primeiro expansão, Hearts Of Stone, se focaram.

A expectativa para Blood And Wine já era grande fazia muito tempo, afinal a CD Projekt Red fez um trabalho mais do que perfeito em The Witcher 3: Wild Hunt e ja havia conquistado a confiança dos jogadores. O novo lugar chamado de Toussaint é exatamente aquilo que foi prometido, um mapa quase tão grande quanto The Witcher 2 e um espetáculo visual para os gamers. Em Blood And Wine, Geralt recebe um contrato da condessa Anna Henrietta para matar uma fera misteriosa que está assustando as pessoas que vivem em Toussaint.

Com várias quests e contratos secundários, um visual magnífico, história extremamente empolgante e aquele gameplay excelente que já conhecemos, The Witcher 3: Blood And Wine merece estar entre os destacados como melhores jogos do ano. Mesmo sendo uma expansão de um jogo melhor ainda, é algo que todo gamer merece jogar e apreciar.

 

Inside

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Em junho tivemos um lançamento bastante interessante, dos mesmos criadores de Limbo Inside é um excelente jogo indie para quem está procurando algo um pouco mais casual em comparação aos grandes lançamentos. O jogo já se inicia de forma misteriosa, você é um garoto que está correndo em uma floresta escura e se escondendo de algumas pessoas que por ali passam, com o desenrolar do jogo você vai visitando diversos cenários, como fábricas, escritórios e locais submersos onde você deve tomar cuidado com algumas criaturas bizarras. O interessante é que o jogo não possui absolutamente nada em sua HUD e também não possui falas, a história é contada através dos cenários e da sua própria interação com o garoto. O jogo é sombrio e misterioso do começo ao fim e possui uma direção de arte impecável e merecedora de seu prêmio de melhor direção de arte do ano recebido no The Game Awards, além também de ter recebido o prêmio de melhor jogo independente do ano. É um jogo que vale a pena dar uma conferida e refletir sobre todo o gameplay e sobre toda a história, onde algumas pessoas chegaram em conclusões bastante interessantes.

 

Battlefield 1

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Em outubro o novo game e o mais novo sucesso da série Battlefield que deixou fãs de longa data e até de franquias concorrentes de boca aberta já no lançamento do primeiro trailer. Não é para qualquer um, não é mesmo? Battlefield 1 já surpreendeu de início com a sua temática, a Primeira Guerra Mundial, indo ao contrário da maioria dos jogos atuais que visam mostrar o mundo em um futuro distante. Não se engane, BF1 não é apenas o seu antecessor com uma roupagem diferente, a DICE escutou todo o feedback que eles receberam e colocaram a mão na massa para entregar o melhor e maior Battlefield já feito, o resultado disso? Um jogo com uma mega ambientação onde você realmente se sente na Primeira Grande Guerra, gráficos que fazem jus à nova geração e uma seleção de mapas e modos de jogo que garantem o divertimento por horas a fio.

 

Dishonored 2

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Em novembro tivemos o lançamento de um título que estava sendo bastante aguardado desde o lançamento do primeiro jogo da franquia em 2012. Dishonored 2 é uma continuação e se passa 15 anos após os eventos do primeiro jogo, onde o jogador assumiu o papel de Corvo Attano para resgatar a jovem Emily Kaldwin e recuperar a sua honra em meio às conspirações de Dunwall.

Em Dishonored 2, Emily está no comando de Dunwall e Corvo atua como uma espécie de conselheiro para a jovem imperatriz. Tudo está completamente bem até que uma visita inesperada na Torre Dunwall faz Emily ser forçadamente removida do trono e marcada como traidora e criminosa. Nesse novo título da Arkane Studios você pode escolher entre jogar novamente com Corvo ou com Emily, dependendo de quem você escolher, o outro personagem é feito prisioneiro o jogo todo e cabe a você, recuperar Dunwall e acabar com os golpistas. Dishonored 2 possui uma narrativa muito bem feita, habilidades novas e muito úteis durante o gameplay e uma arte muito bem trabalhada igual ao primeiro jogo, vale a pena dar uma conferida no mais novo título da franquia.

 

Watch_Dogs 2

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Ainda em novembro tivemos a sequência de um game não muito bem recebido em 2014, mas a Ubisoft fez sua lição de casa, escutou os jogadores e nos trouxe Watch_Dogs 2. Consertando os erros do primeiro jogo que se situava em Chicago, a desenvolvedora nos levou até São Francisco onde assumimos o controle de Marcus Holloway, um jovem hacker apelidado de Retr0 que acaba de ser aceito no DedSec (grupo de hackers do qual o jogador faz parte desde o primeiro jogo).

Com um mundo e personagens mais carismáticos e um pouco de humor, a Ubisoft nos entregou, o que está sendo considerado por muitas pessoas, o seu melhor jogo de mundo aberto até hoje, e não é por menos. Logo quando se termina a missão inicial e se está livre para explorar a cidade, você ja percebe de cara que a Ubi trabalhou fortemente em seu novo título, com uma cidade muito mais viva que a do primeiro jogo, personagens com muito carisma, uma história muito mais bem trabalhada, e claro, com os gráficos que nos foram prometidos desde o início. A Ubisoft se preocupou no início por causa dos baixos pedidos de pré-venda (não era de se esperar menos após a decepção dos jogadores com o primeiro título da franquia), mas a desenvolvedora conseguiu se redimir e nos entregar o prometido com muitas melhorias. Watch_Dogs 2 é aquilo que o primeiro jogo deveria ter sido desde o início e a franquia com certeza merece uma segunda chance.

 

The Last Guardian

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Outro game muito esperado foi The Last Guardian, anunciado ainda em 2009 com data de lançamento prevista na época para 2011, foi sendo adiado ano após ano até gerando a dúvida se de fato seria lançado. Do mesmo estúdio que produziu Ico Shadow of the Colossus (quem jogou esses títulos com certeza reconhece as similaridades temáticas, como o sentimento de isolamento por exemplo), The Last Guardian conta a história através de um senhor relembrando de como conheceu uma criatura gigante semelhante a um grifo chamada Trico enquanto fugia de uma espécie de prisão (como o menino foi parar ali e o porquê disso não é explicado de início) e como os dois com o tempo juntos se tornaram cada vez mais próximos.

O jogador controla o senhor na fase de sua infância, e de certo modo, Trico. Quando digo de certo modo, é porque o jogador não tem controle direto da criatura, apenas por comandos dados pelo garoto. O interessante (e frustrante para quem não tem muita paciência) é que Trico age como uma criatura real, e não faz de imediato (quando faz) o que o jogador pede no começo do game, uma vez que não conhece muito bem o personagem e ainda não confia muito no mesmo. Apenas com o tempo e através de todas as situações que têm que superar juntos é que a criatura passa a ser mais rápida para responder aos comandos.

A jogabilidade é composta por basicamente exploração e solução de puzzles. O jogo apresenta combate, mas de uma maneira diferente, uma vez que o garoto não pode se defender dos inimigos que surgem para tentar recapturá-lo, apenas atrapalhá-los para que Trico possa finalizá-los. Contar mais detalhes sobre a história seria um desserviço, já vez que o mistério de tudo que acontece no game é um dos incentivos para que o jogador a siga em frente. Depois de quase uma década de espera, o game finalmente foi lançado. Mas o que as pessoas e críticos acharam do game?  No geral foi recebido muito bem, com a maioria das críticas negativas enfatizando apenas a performance baixa do game, a câmera que às vezes é difícil de controlar e a inobediência de Trico no início do game.

E aí, gamers? O que acharam dos lançamentos desse ano? Não percam a segunda parte da retrospectiva que vai ao ar amanhã com os piores games de 2016.

 

 

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