Mas nem só de grandes jogos o 2016 se fez. Houveram lançamentos que fez com que os gamers se arrependessem profundamente do dinheiro investido e a decepção com promessas não cumpridas pelas desenvolvedoras. E neste momento da série de retrospectivas feitas pela equipe do GK, trazemos os games mais fails do ano.

The Division

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Lançado em março deste ano, The Division, a nova promessa da Ubisoft, era de um jogo de sobrevivência em uma Nova York atingida por uma doença de alto risco que teve sua transmissão durante a Black Friday, onde o jogador controla um agente da Division, incumbidos de restaurar a segurança e o controle da cidade para o Governo. O que foi entregue não foi bem o que foi prometido e nos faz perguntar o porque de um downgrade tanto gráfico quanto de gameplay que a empresa fez. Com um sistema interessante de RPGs e um  PVP satisfatório na Dark Zone que oferece a possibilidade de encontrar itens raríssimos, o jogo é até bastante interessante para os fãs do gênero. Não leve a mal, o jogo não é péssimo, mas comparado ao que foi prometido, é bastante desapontador.

Battleborn

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Battleborn foi um fracasso depois da desenvolvedora Gearbox Software cometer o erro de lançá-lo em maio, no mesmo mês que Overwatch. Apesar da boa aparência e jogabilidade aceitável, o game perdeu seu espaço e foi esquecido pelos gamers, que participaram da versão Beta disponibilizada em abril. O motivo disso é da Blizzard ter feito um FPS muito mais atraente para quem curte esse gênero e personagens com habilidades de deixar qualquer um louco para se aventurar.

É claro que Battleborn tinha seus lados bons como: um campo aberto bem projetado, locais de recarga de vida espalhados pelo cenário e alguns personagens com ataques bons. Mas isso não foi suficiente para manter a galera fiel ao título.

No Man’s Sky

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Se teve um jogo que foi muito esperado por gamers pelo mundo todo foi No Man’s Sky, lançado em agosto. Diversas apresentações que deixaram todos de queixos caídos mostravam a infinidade de coisas a se fazer nesse game, desde batalhas contra piratas ou facções a simples missões para estabelecer acordos comerciais, um universo quase infinito com 18.446.744.073.709.551.616 planetas para explorar populados por animais e plantas criados aleatoriamente. Realmente, “infinito” parecia ser a palavra que o definiria.

E de certo modo foi, com a classificação de avaliação mais negativa possível na página do Steam por um bom tempo (atualmente está APENAS em “Praticamente Negativas”), recebendo tantos pedidos de reembolso tanto por lá quanto pelo site Good Old Games (GOG), Amazon e até mesmo a Playstation Store. Foram tantos os pedidos de reembolso que a Valve (desenvolvedora e proprietária do Steam) teve que colocar um anúncio na página do jogo, na plataforma, notificando os usuários de que era necessário se encaixar em certos requisitos para ter direito ao reembolso, uma vez que praticamente todo mundo estava tentando conseguir tal feito.

Mas o por quê disso? O que fez com que No Man’s Sky desapontasse tanto os fãs? Resumidamente: o jogo não continha no lançamento (e ainda não contém boa parte) do que foi prometido em entrevistas e apresentações. O vídeo abaixo (em inglês) lista o que foi prometido e não entregue pela desenvolvedora Hello Games.

O principal foi o fato do jogo ter sido promovido como contendo multiplayer, quando de fato é apenas uma experiência solo. Sean Murray (desenvolvedor) em uma entrevista no programa The Late Show with Stephen Colbert responde, quando perguntado se é possível o jogador ver sua própria aparência, que a única maneira disso acontecer é se outro jogador te encontrar (5:41)

Em seguida confirma que é possível encontrar outros jogadores, mas que as probabilidades de isso acontecer são mínimas, considerando o tamanho do universo criado pela Hello Games.

No primeiro dia pós lançamento, Sean Murray escreveu em seu Twitter:

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“Para ser super claro: No Man’s Sky não é um jogo multiplayer. Por favor não joguem procurando este tipo de experiência”

E no dia seguinte isso aconteceu:

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  “Dois jogadores se encontrando no primeiro dia – isso me surpreendeu”

O game anda tendo atualizações (depois de literalmente meses de silêncio pós lançamento) que no geral vêm tendo avaliações positivas. A Hello Games parece ter interesse em entregar (mesmo que aos poucos) o que foi prometido ao longo da sua campanha de lançamento, se isso vai ou não acontecer, só tempo dirá.

Bônus:

Pokémon Go

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Não há um gamer que passou uns bons dias andando pelos shoppings centers com o único objetivo: capturar pokémons. Desde que Niantic anunciou o lançamento de um jogo, o Pokémon Go, com os personagens mais importantes da infância/adolescência de qualquer um, a internet foi a loucura. E enquanto o game para mobile não foi liberado aqui no Brasil, muitas pessoas tentaram se aventurar em baixar uma versão “pirata” de outro país, o que causou muitos problemas, obrigando a empresa a banir esses expertinhos. Mas a febre não durou muito. Havia muitos smartphones que não aguentavam os requerimentos do jogo, o uso de internet e bateria eram muito maiores, e é claro, não podemos esquecer os inúmeros de assaltos para quem andava descuidado nas ruas. Além disso, Pokémon Go tornou-se chato com a falta de liberação dos personagens mais legais do desenho. Era você entrar no jogo que tudo que aparecia era pidgey, rattata e zubat. É, caros gamers. O ano teve os seus bons e ruins momentos no cenário de jogos.

Curtiram as retrospectivas? Se você ainda não conferiu a parte 1 deste ponto, pode conferir aqui. E ainda temos um post destinado a filme e série.

Nós desejamos a todos um Feliz Ano Novo e preparem-se! Porque 2017 promete para todos os cinéfilos, gamers e sériemaníacos.

Marina Mendes
marinamendesmota@gmail.com

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