Game de Gaveta| Serious Sam: The First Encounter & The Second Encounter

Ah… Games FPS antigos… Nada de vida que regenera sozinha ou ser obrigado a carregar apenas duas armas, como atualmente. Nos First Person Shooter clássicos, o personagem carregava um arsenal com várias armas de uma vez só e cada uma era útil para determinada situação. Fazia sentido? Não, mas convenhamos que fechar buracos de bala ficando atrás de um muro também não faz. O que importava não era o realismo e sim a diversão.

No finalzinho dos anos 90 e início dos anos 2000, a indústria de games já estava começando aos poucos a criar FPS com histórias mais complexas e menos “você é um soldado, mate tudo”, mas isso não impediu que em 2001 um pequeno estúdio indie croata chamado Croteam (sim, bem criativo) lançou para o mundo um game chamado Serious Sam: The First Encounter, ignorando totalmente a nova tendência e sendo um game inspirado nos clássicos Doom, Duke Nukem 3D, Shadow Warrior, Bloodetc, sendo tão bom quanto.

Neste game o jogador assume o controle de Sam “Serious” Stone, um soldado enviado do futuro para o Egito em algum momento do passado, a fim de encontrar um artefato que ajude a humanidade a derrotar a grande entidade alienígena que ameaça seu futuro.

Não é uma das melhores histórias já escritas para um game, mas está lá apenas para dar contexto. E o que acontece é você como Sam matando tudo que o se move. Literalmente. Não existem NPCs no game que não estejam tentando acabar com Sam, e, para se defender, o jogador dispõem de um arsenal generoso de armas, contando com simples pistolas e escopetas até um lança-chamas e uma arma laser (sem contar o glorioso canhão, que dispara balas gigantes e tratam os inimigos como pinos de boliche, atravessando tudo em seu caminho).

Glorioso!

Apesar de parecer, à primeira vista, um game onde não é necessário pensar e apenas atirar, ele surpreendentemente requer um olhar tático constante. Ao contrário dos Call of Duty de hoje, por exemplo, onde a escolha de armas do jogador geralmente acaba sendo determinada por estética (funcionando praticamente da mesma maneira), em Serious Sam cada arma tem uma utilidade para cada situação.

Para acomodar tantos inimigos (chegam a centenas de uma vez só), o game conta com espécies de arenas enormes que compõe as fases, as quais podem demorar até uma hora para serem completadas (o game permite que o jogador salve seu progresso a qualquer momento). Cada arena requer que Sam elimine todos os inimigos antes de poder seguir adiante. Conforme o jogador vai avançando, o game joga combinações cada vez mais elaboradas de inimigos para cima dele, forçando-o a analisar a situação rapidamente e identificar alvos que devem ser eliminados primeiro.

Com exceção de pouquíssimos tipos de inimigos que têm ataques hitscan (aqueles ataques que não podem ser esquivados, como balas, por exemplo), os inimigos ou investem corpo-a-corpo ou com projéteis mais lentos que podem ser desviados. Isso força o jogador a estar sempre em movimento e ciente de tudo o que acontece ao seu redor. Com o tempo, você passa a entender como cada inimigo ataca e o game se torna cada vez menos frustrante, (o que pode ser acontecer quando começa a jogar) mas sem perder o nível de desafio.

Só isso?

Com o sucesso, que nem a própria Croteam esperava, um pouco menos de um ano depois era lançado Serious Sam: The Second Encounter. Continuando de onde o anterior parou, Sam agora se encontra em um ambiente totalmente diferente: América Central, na era dos Maias. Na verdade, The Second Encounter possui três ambientes diferentes em eras diferentes ao longo de sua campanha (em contraste com a exclusividade do Egito do game anterior): América Central, Mesopotâmia e Europa Medieval. No final de cada “era” existe um Boss pra ser derrotado antes de avançar, e, com exceção do segundo, testam tudo o que você aprendeu ao longo do game.

Novas armas!

Além de The Second Encounter ter gráficos um pouco mais bonitos do que o primeiro game, ele também traz novos inimigos e quatro novas armas para o arsenal de Sam: uma serra-elétrica, um lança-chamas, uma sniper e a Serious Bomb (uma arma com munição super limitada e rara, uma vez que elimina todos os inimigos que estão no mapa naquele momento). The Second Encounter também é mais balanceado (o primeiro podia chegar a ser injusto em algumas partes) e possui bem menos situações onde inimigos ficam aparecendo ininterruptamente por longos períodos de tempo, diminuindo a fadiga que o primeiro causava eventualmente.

Ambos os games podem ser jogados com amigos, tanto online quanto no mesmo PC (limitado até 4  jogadores em uma mesma máquina), no modo história e também no VS.

Se você é do tipo que curte o estilo frenético dessa categoria de game mas não joga por causa de gráficos, em 2009 e 2010 foram lançados remakes (não remasters como vem acontecendo com muitos jogos atualmente) de ambos The First Encounter e The Second Encounter. Os games são para Xbox 360 e PC e foram refeitos totalmente na nova Serious Engine 3, contando com objetos do cenário (e até os pedaços dos inimigos) reagindo com física realista, novos efeitos de iluminação, sombra, etc.

Você pode conferir a diferença entre as versões no video abaixo, e caso queira comprá-los, estão sempre baratinhos no Steam nas promoções!

Um comentário em “Game de Gaveta| Serious Sam: The First Encounter & The Second Encounter

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *