Crítica| Power Rangers

Power Rangers transmite nostalgia e nos da lição de como laço de amizade pode nos transformar.

Um dos filmes mais esperados do ano, Power Rangers, chega aos cinemas nesta quinta-feira, 23, e já nos deixa com receio se o que veremos nas telonas será o suficiente em relação a adaptação dos desenhos que fizeram parte da nossa infância. Mas pode ficar tranquilo, caro nerd. O filme consegue surpreender ao decorrer das 2h05 de duração que mistura um pouco de humor, ação e tensão.

Para começar, temos o foco na vida de cada um dos personagens centrais: Kimberly, Jason, Zack, Trini e Billy. Cada um dos jovens, possui um problema diferente. Jason era um jogador de futebol americano que se complicou com a polícia ao aprontar com os amigos. Kimberly está passando por momentos difíceis após uma confusão causada a uma das suas amigas. Zack passa seu dia cuidando de sua mãe. Trini está tentando se aceitar e se encaixar em uma nova escola por conta de sua homossexualidade. E por fim, não menos importante, Billy tem que encarar o fortão da turma. Todos estudam na mesma sala, não são amigos, mas algo une os 5 jovens para o resto de suas vidas.

Boa parte do longa nos conta como a união e a convivência entre eles fará a diferença nesta nova etapa de suas vidas. Com ajuda que vem do passado, os jovens começam a treinar para o que vem por aí: enfrentar a grande vilã, Rita Repulsa. Demora um pouco para que uma simples história entre amigos se torne ação, pois para que eles se transformem mesmo em Power Ranger, eles precisaram se conhecer melhor. Confesso que, em alguns momentos, a impaciência para que a hora de morfar chegue logo começa a se tornar um pouco forte. É muito longo o tempo explorado para mostrar quem são os escolhidos, como eles treinam e se transformam.

Mas, apesar dessa demora para ouvirmos “é hora de morfar!”, a emoção e a nostalgia toma conta ao vermos Jason, Kimberly, Zack, Trini e Billy tomando suas formas. E é depois disso que a ação realmente começa e o filme se desenvolve, realizando o nosso sonho em rever os heróis em ação. É possível vê-los lutando contra a vilã e seus “capangas”, em Zords que possuem um potência e uma aparência de se maravilhar. Falando em vilã, faltou um pouco de exploração sobre seu passado. Será que teremos uma continuação e um espaço maior para Rita?

E é claro que o longa merece 5 estrelas e podem se preparar para se divertirem nesta quinta-feira, data de estreia. Dean Israelite, diretor de Power Rangers, acertou em cheio com roteirização, cenário, trilha sonora e escolha de atores. Preparem-se nerds, pois, é Hora de Morfar!!!

nota-pr

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